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Atletas se beneficiam do uso de cannabis medicinal para tratamento adjunto de dor.

Por 4 de janeiro de 2019 Sem comentários

Em Janeiro de 2015 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)  divulgou discretamente uma atualização, retirando o canabidiol da lista de substâncias proibidas. No mesmo ano, a agência  autorizou uma lista restrita de medicamentos ricos em Cannabidiol (CBD). Em março de 2016, foi a vez do tetrahidrocanabinol (THC) ser autorizado.

Na prática, a importação excepcional de medicamentos a base de canabidiol e THC já acontece no Brasil, seguindo os requisitos estabelecidos pela RDC nº17, de maio de 2015, que incluem a exigência de “prescrição de profissional legalmente habilitado para tratamento de saúde”. Em 2017, a Anvisa atualizou a lista das Denominações Comuns Brasileiras (DCB) com a inclusão da Cannabis Sativa L e outros princípios ativos, excipientes e plantas de interesse da indústria farmacêutica. A DCB lista os nomes oficiais para todas as substâncias que são ou podem vir a ser de interesse da indústria farmacêutica no Brasil.

Um marco internacional importante ocorreu em 1º de janeiro de 2018, quando a Agência Mundial Antidoping (WADA) retirou o CBD da lista de substâncias proibidas da organização.

O extrato de cânhamo, uma variedade da plantas cannabis, tem sido produzido e vendido em diferentes formatos, incluindo cápsulas, tópico e óleo para uso oral.

O resultado foi um aumento expressivo do consumo de cannabis medicinal rica em CBD por atletas, principalmente nos EUA. A planta apresenta uma variedade de usos (desde o controle da dor, ansiedade a doenças cardíacas), e agora traz também benefícios para muitos atletas profissionais, que preferem fazer o uso desta substância ao inves de medicamentos analgesicos/antiinflamatorios farmaceuticos que apresentam efeitos colaterais e levam a dependência química.

Adam Silver, o comissário da NBA, anunciou que sua liga examinaria a questão geral da cannabis medicinal e seu potencial terapêutico.

Embora a pesquisa sobre a cannabis como analgésico continue em sua infância, os estudos sobre os benefícios para a saúde do óleo rico em cannabidiol estão se acumulando rapidamente.

Um artigo publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, que estuda o tratamento dos sintomas de ansiedade, demência e epilepsia, demonstrou que “o CBD tem um perfil melhor de efeitos colaterais” do que os tratamentos atuais com alopáticos.

Alguns atletas têm se interessado especificamente nas potenciais propriedades anti inflamatórias do óleo rico em CBD, bem como possíveis efeitos antioxidantes e neuroprotetores.

Gradativamente, produtos ricos em canabinoides (substâncias ativas da planta cannabis), tem encontrado espaço dentro da comunidade esportiva profissional, sendo o mais notável o triatleta Andrew Talansky, que é patrocinado pela Floyd’s de Leadville, uma empresa do Colorado lançada em 2016.

Durante entrevista, Talanksy disse que iniciou o uso de óleo rico em CBD em 2017 para ajudar com uma lesão no tendão flexor de quadril. “Tomei por algumas semanas, e houve uma diferença notável imediatamente. E não foi só o meu quadril que estava melhor. Eu estava menos ansioso e estava dormindo melhor. ”

O famoso“ médico do sono Dr. Michael Breus, que é psicólogo, membro do American Board of Sleep Medicine e membro da Academia Americana de Medicina do Sono, tem um produto de reforço do sono que contém 200 miligramas de CBD derivado de cânhamo.

Nos EUA, o cânhamo é agora legal em todo o país, o que significa que os produtos podem ser comercializados e vendidos livremente.

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